quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

 Juiz de Fora, 09 de fevereiro de 2022.


O USO DAS TECNOLOGIAS

Boa noite, amigos!

Hoje vamos abordar um tema que está em foco: o uso das tecnologias pelos nossos jovens.

Como vocês já sabem, tenho um filho pré-adolescente. E, como todo jovem desse geração, ele é viciado em tecnologia.

Passa a maioria do tempo dentro do quarto jogando, vendo vídeos, desenvolvendo jogos, editando músicas... as vezes percebo que ele fica entediado e desliga tudo, deita e dorme um pouco. Ou pega uns brinquedos antigos e começa a interagir com aquilo.

Nesses tempos de pandemia, ter tecnologia á disposição ajudou a atravessar o isolamento social. Fico imaginando se isso tivesse acontecido na época que eu tinha 11 anos. Certamente eu iria quebrar a casa e ser expulsa dela também. Mas os mais novos dessa geração puderam contar com essa facilidade.

Aos fins de semana, faço questão de tirar o Raphael da bolha e levá-lo para passear. Nem que seja ir visitar a avó. O que já é um grande compromisso. Durante a semana ele tem aulas presenciais e futebol. E isso já faz o convívio social seja saudável. Acredito que meu filho esteja dentro dos parâmetros considerados normais para um jovem que vive nesse tempo.

Mas o que é considerado anormal? Até onde liberar o uso do PC/Celular por grande período de tempo, e até onde restringir?

Precisamos levar em consideração tanta mudança que o mundo moderno nos trouxe que ás vezes ficamos confusos e sem direção. 

Será que limitando meu filho, eu irei torna-lo atrasado no mundo digital? Será que liberando demais eu irei criar um sócio pata? Tudo isso são questões que precisamos avaliar. 

E como vigiar o que eles andam vendo pelo web? Aqui em casa, todas as contas que ele usa em quaisquer plataformas, o acesso é feito pelo meu endereço de e-mail pessoal. Inclusive já entrei em reuniões da minha pós-graduação com fotos do Naturo ou o escudo do Flamengo porque ele havia mudado o perfil. 

Mas, sabe o que aconteceu? Ele criou contas paralelas, usando outra data de nascimento e seguiu tranquilamente fazendo logins por aí. Quando descobri, conversei com ele sobre a responsabilidade dos atos e as consequências. E claro, sobre o perigo que mora do outro lado da tela. 

O que me preocupa muito é o conteúdo que ele se expõe. Eu observo o histórico do navegador e percebo que está vendo coisas leves e sem muita agressividade/sexualidade. Mas para ele já ter aprendido a deletar esse histórico, pouco custa. 

Nós, educadores, percebemos quando algo está errado com nossos filhos. É um comportamento que muda, é uma tristeza que se instala e parece não ir embora, é uma agressividade que não se acaba...e o que fazemos pra reverter isso? Ficamos de braços cruzados, vendo o barco afundar? Deixando pra resolver amanhã e amanhã e amanhã....? 

Existem muitos APP's que podemos instalar para controlar, limitar, descobrir o que andam vendo nossas crianças. Mas conscientiza-las sobre o que é certo e errado, é dever de todos aqueles que possuem a missão de educar.

Outra coisa que me preocupa são os jogos disponíveis nas plataformas, com conteúdos muito agressivos e com valores estratosféricos. E também o tempo dedicado a eles.  Aqui em casa, o vídeo-game entrou porque o pai do Raphael o presenteou com um. Modelo PS4, manetes muito modernas, gráficos de jogos quase reais. Foi uma sensação nos dois primeiros anos. Hoje em dia, está aposentado no fundo da gaveta. E o celular e PC são os queridinhos da vez. Será que foi preciso tanto investimento em tecnologia para ela se tornar obsoleta tão rápido? 

A constante exposição á essa diversidade de eletrônicos, causa ansiedade? Porque trocamos de dispositivo ao longo do dia com muita facilidade. E como resolver isso? Se é que tem uma solução mapeada. 

Mais uma vez afirmo: tenha empatia com o seu filho. Você já passou pela fase que ele está vivendo.De incertezas e de conhecer novas possibilidades. Percebeu que o uso excessivo de tecnologia está atrapalhando? Converse com ele, exponha o que pensa e principalmente: ofereça alternativas para que ele tenha outros hobbies ou até desenvolva um talento.

Não sabe como desenvolver talentos no seu filho? Simples: exponha-o a desenvolver atividades esportivas, artísticas. Não todas juntas ao mesmo tempo. Não encha a agenda dele. Mas, por exemplo, coloque-o no futebol. Adaptou? Que bom, pode ser um talento. Não adaptou? Que ótimo, descobrimos a tempo. E parta para o próximo. Mas não desista até achar algo que ele se adapte.

Acredito que precisamos saber dosar tudo nessa vida. E o uso das tecnologias é uma delas. Mas também não acredito que precisamos viver em paranoia, achando que devemos controlar tudo. Cuidar e vigiar é o nosso dever. E afinal, as novidades estão aí e não irão sair de cena. Pelo contrário. Nós mesmo estamos conversando aqui por causa dela. E cada vez mais iremos nos conectar. Você já ouviu falar sobre metaverso? Então, essa é história para outra hora...

Gostaria de saber como vocês lidam com essa questão? Limitam de alguma forma? Usam quais APP's para controlar? Quanto investem em acessórios, enfim...me ajudem a atravessar essa fase de tantas mudanças chamada adolescência dos filhos!


Um beijo no coração e até a próxima!!!!! 


domingo, 6 de fevereiro de 2022

Educação de Adolescente

 Juiz de Fora, 06 de fevereiro de 2022.


Boa noite, pessoal!


Há tempos venho ensaiando voltar a escrever em blog. Mas me faltava tempo, imaginação e conteúdo que pudesse tornar esse espaço interessante. 

Hoje venho falar de um tema que anda me desafiando muito: a educação nos tempos da adolescência. Pois tenho um filho de 11 anos, que está começando a entrar nessa fase. E acredito que compartilhar o que tenho passado, como tenho lidado com tudo, pode tanto ajudar quem também está nessa como, principalmente, me ajudar a entender melhor toda essa mudança. 

A pré-adolescência vem se mostrando tanto ou mais desafiados que primeiro ano de vida dele, onde eu não tinha a menor ideia de como ser mãe viria a se tornar o maior de todos os projetos da minha vida.

Algumas coisas me incomodam muito, como a mudança repentina de humor. De repente, o mundo parece ser um lugar horrível e eu me sinto uma carrasca só porque mandei arrumar o quarto. Sim, aqui em casa eu mando! Tento ter pulso firme, não ceder ao estouro de raiva, mas confesso que ás vezes não sei como lidar. 

Mudanças de hábitos também surgiram com esse novo ser que está crescendo dentro do meu filho. Como a procrastinação e, os inúmeros palavrões que saem da boca dele.

Nunca bati no Raphael. Sempre optei por conscientizá-lo sobre o que é certo e errado. Mostrar com exemplos, falar, falar, até que entenda. Certamente, uns gritos saem de dentro de mim. Mas violência nunca. Porém percebendo que, nessa fase, falar da mesma forma como fazia, não ajuda mais.

O que tenho feito é falar menos. E ser mais certeira no que preciso comunicar. Exemplo: "vá arrumar o quarto agora!" E ele vai. Reclamando mais vai. Percebi que nas situações que ele já sabe o que deve ser feito, eu não preciso ficar batendo na mesma tecla. Arrumar o quarto é coisa que eu ensinei desde pequeno. 

Nas situações de mudanças de humor, eu tenho respirado fundo e, quando consigo, espero que a raiva passe e o chamo para conversar. Geralmente é uma conversa mais leve, porque o pico da emoção que ele estava sentindo, já passou.

Nessa fase, vejo que se eu não mantiver um diálogo de conteúdo e constante com ele, irei começar a construir uma distância entre nós. Então, comecei a me interessar pelo universo dele. Não que eu já não fizesse, mas é que antes eu apresentava o mundo. Agora ele já sabe o que gosta e o que não gosta. E foi nesse intuito que comecei a ver BBB. Porque ele ama. E assim temos diálogo o tempo todo. Fora isso, passei a perceber quais assuntos ele mais pesquisa no YouTube para continuar mantendo essa sintonia. Não tem jeito, precisamos conhecer o que nossos filhos estão interessados. E precisamos sim, saber o que está acontecendo no mundo On Line. 

Mesmo que a pré-adolescência esteja se apresentando muitas vezes pavorosa, o que percebo é que eles também não sabem o motivo pelo qual ficam de mau humor, porque ficam tristes, porque ficam felizes demais. E cabe a nós, educadores, saber orientá-los nesses momentos. Eu sempre falo: "eu entendo que você não está sabendo lidar com essa situação..." E sinto que ele fica mais aberto depois que me coloco disposta a ouvi-lo. 

Sei que muita coisa ainda está por vir. E tenho estudado muito para passar essa fase da melhor maneira possível.

Enganam-se os pais que acreditam que não há necessidade em estudar para entender seus filhos. 

Acredito que a empatia seja o caminho certo para lidarmos com tudo isso.

E vocês? Deixem aqui nos comentários como vocês lidam com os filhos, quais os desafios estão enfrentando e vamos juntos construir uma rede de apoio! O que acham?

Beijos no coração e boa semana para todos!


P.S: Minha próxima postagem será sobre como lidar com vídeo-games/mundo on line. 




 Juiz de Fora, 09 de fevereiro de 2022. O USO DAS TECNOLOGIAS Boa noite, amigos! Hoje vamos abordar um tema que está em foco: o uso das tecn...