domingo, 6 de fevereiro de 2022

Educação de Adolescente

 Juiz de Fora, 06 de fevereiro de 2022.


Boa noite, pessoal!


Há tempos venho ensaiando voltar a escrever em blog. Mas me faltava tempo, imaginação e conteúdo que pudesse tornar esse espaço interessante. 

Hoje venho falar de um tema que anda me desafiando muito: a educação nos tempos da adolescência. Pois tenho um filho de 11 anos, que está começando a entrar nessa fase. E acredito que compartilhar o que tenho passado, como tenho lidado com tudo, pode tanto ajudar quem também está nessa como, principalmente, me ajudar a entender melhor toda essa mudança. 

A pré-adolescência vem se mostrando tanto ou mais desafiados que primeiro ano de vida dele, onde eu não tinha a menor ideia de como ser mãe viria a se tornar o maior de todos os projetos da minha vida.

Algumas coisas me incomodam muito, como a mudança repentina de humor. De repente, o mundo parece ser um lugar horrível e eu me sinto uma carrasca só porque mandei arrumar o quarto. Sim, aqui em casa eu mando! Tento ter pulso firme, não ceder ao estouro de raiva, mas confesso que ás vezes não sei como lidar. 

Mudanças de hábitos também surgiram com esse novo ser que está crescendo dentro do meu filho. Como a procrastinação e, os inúmeros palavrões que saem da boca dele.

Nunca bati no Raphael. Sempre optei por conscientizá-lo sobre o que é certo e errado. Mostrar com exemplos, falar, falar, até que entenda. Certamente, uns gritos saem de dentro de mim. Mas violência nunca. Porém percebendo que, nessa fase, falar da mesma forma como fazia, não ajuda mais.

O que tenho feito é falar menos. E ser mais certeira no que preciso comunicar. Exemplo: "vá arrumar o quarto agora!" E ele vai. Reclamando mais vai. Percebi que nas situações que ele já sabe o que deve ser feito, eu não preciso ficar batendo na mesma tecla. Arrumar o quarto é coisa que eu ensinei desde pequeno. 

Nas situações de mudanças de humor, eu tenho respirado fundo e, quando consigo, espero que a raiva passe e o chamo para conversar. Geralmente é uma conversa mais leve, porque o pico da emoção que ele estava sentindo, já passou.

Nessa fase, vejo que se eu não mantiver um diálogo de conteúdo e constante com ele, irei começar a construir uma distância entre nós. Então, comecei a me interessar pelo universo dele. Não que eu já não fizesse, mas é que antes eu apresentava o mundo. Agora ele já sabe o que gosta e o que não gosta. E foi nesse intuito que comecei a ver BBB. Porque ele ama. E assim temos diálogo o tempo todo. Fora isso, passei a perceber quais assuntos ele mais pesquisa no YouTube para continuar mantendo essa sintonia. Não tem jeito, precisamos conhecer o que nossos filhos estão interessados. E precisamos sim, saber o que está acontecendo no mundo On Line. 

Mesmo que a pré-adolescência esteja se apresentando muitas vezes pavorosa, o que percebo é que eles também não sabem o motivo pelo qual ficam de mau humor, porque ficam tristes, porque ficam felizes demais. E cabe a nós, educadores, saber orientá-los nesses momentos. Eu sempre falo: "eu entendo que você não está sabendo lidar com essa situação..." E sinto que ele fica mais aberto depois que me coloco disposta a ouvi-lo. 

Sei que muita coisa ainda está por vir. E tenho estudado muito para passar essa fase da melhor maneira possível.

Enganam-se os pais que acreditam que não há necessidade em estudar para entender seus filhos. 

Acredito que a empatia seja o caminho certo para lidarmos com tudo isso.

E vocês? Deixem aqui nos comentários como vocês lidam com os filhos, quais os desafios estão enfrentando e vamos juntos construir uma rede de apoio! O que acham?

Beijos no coração e boa semana para todos!


P.S: Minha próxima postagem será sobre como lidar com vídeo-games/mundo on line. 




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